terça-feira, 13 de março de 2012

Um momento só meu...

Meus olhos são dois lumes,
Que passeiam pelo infinito,
Onde os pensamentos se misturam,
Entre o sonho e a realidade,
Perdendo-se na distância,
Que o tempo deixou de contar…
E na magia deste pôr-do-sol,
Uma chama ardente vagueia
No azul celeste do horizonte
A brisa, essa baila num sorriso,
Tocando as vagas escuras que se erguem ,
E num estrondo desabam na areia
Espalhando salpicos de espuma no ar…
Sim, é um momento de meditação,
Que não insere quimeras ,
Só uma doce ilusão, plantada
No abismo da minha alma,
Que tenta em vão resgatar
Desse velho baú,
A alegria de um momento só meu …

sábado, 15 de outubro de 2011

Solidão...

Solidão... é saudade do som no coração,
É o silêncio de sentimentos guardados,
São sentidos velados em busca da redenção,
O vislumbre de sorrisos apagados ...

Solidão... é um conjunto de sonhos esgotados,
São passos silenciosos no pensamento,
Mágoas, desilusões de momentos marcados,
O vazio escuro de um lamento...


Solidão... é sentimento que nos visita,
Quando alguém parte e nos é querido,
São momentos da alma que medita …

Solidão… é olhar o mundo á nossa volta,
Sentir no coração um vazio imenso,
A ausência da voz que partiu,
Deixando um sofrer intenso …


Solidão… é procurar a alegria que fugiu,
São lágrimas que teimam em rolar,
Água cristalina que turva o olhar,
Sonhos que morrem na desilusão …!

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Sonho ...

Teu sorriso na distância vislumbrei,
Mulher que sem garras,
És mais que felina ...


Teus olhos atraíram meu olhar,
Na dúvida da emoção e do desejo,
Caminhei para ti em pensamento,
E no teu rosto suado toquei …

Cobri tua face num suave beijo,
O calor da tua mão aqueceu a minha,
E deixou meu coração nesta loucura...


Acordado neste luar,
Só saudades tenho desse sonho,
Que de real, somente tem a luz,
Que nos cobre neste momento...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Mentira como verdade...

Não penso mais em ti, como mulher,
Pois teu ideal já fui, hoje não sou,
Procuro por aí outra qualquer,
Que o mundo também abandonou.

Pensas em mim sem te prenderes,
Mas o que amas, além da própria vida..?
Falas do passado sem entenderes,
Que desse amor apenas ficou uma ferida...!


Feliz teu pensamento, que eu não tenho,
Nem nunca julguei fácil assim pensar,
Julgava que o amor que contenho,
Seria igual ao teu, que era amar...


Pensei poder o amor trocar,
E ser feliz só pela amizade,
Mas sinto tristeza, ao olhar
A mentira, no que dizes ser verdade...!

domingo, 6 de junho de 2010

Felicidade ...

Felicidade,
É ouvir a tua voz,
Quando penso em ti,
É fechar os olhos,
E saber-te no meu mundo.

Felicidade,
É procurar o paraíso,
No deserto da solidão,
É encontrar o oásis da vida,
Na loucura da existência.

Prazer,
É desfalecer com uma carícia,
Na paixão do desejo,
É sentir a volúpia da tua pele,
Na palma da minha mão...
É uma cama,
Onde os nossos corpos,
Desenham o infinito,
Quando esse infinito somos nós.

Mais umas pinturas (que tanto gosto...)


















                                                                                                                                                                                

1 - Pôr do sol no rio
 (acrilico s/tela)
2 - Pormenor- Óbidos
 (acrilico s/tela)
3 - Jovem dormindo
 (aguarela)





sexta-feira, 4 de junho de 2010

Frustação...

Quantos os pensamentos que tive,
Querer-te para mim, seres só minha,
Mas quantos dissabores em mim contive,
Que morro na loucura que continha ...

Percorro agora o teu pisar, simples maneio,
Ao passares por mim, alma sózinha,
E fico na esperança de ainda ser o timoneiro,
Dessa vida, que afinal é igual à minha ...

E nessa louca saudade,
Jamais me ocorreu sequer pensar,
Olhar-te só pela amizade,
Naquilo que um dia foi amar ...

Vivo nesta ilusão de pensamento,
Que o amor tudo pode vencer,
Mas quanta frustação e tormento,
Tenho ao acordar desse sonho, sem te ver...

Fugir de mim ...

Quero fugir de mim,
Ir para bem longe,
Encontrar sombras serenas,
Como nuvens a voar,
No céu azul de um belo dia...

 

Quero apenas fugir,
Lavar as lágrimas,
Sentir-me de novo, sorrir,

Inebriar-me no aroma perdido
Do café, naquela manhã chuvosa...


Quero fugir de mim,
Tomar um banho de chuva,
Lavar minha alma por inteiro,
E quem sabe... perdendo-me,
Posso encontrar-me novamente,
No doce embalar dessa ilusão...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Bonança...

Levanta-te, amiga minha, meu amor,
E vem !
O tempestade já passou,
Foi-se embora o vento, a chuva cessou...
Reflorescem as flores na terra,
Chegou o tempo das canções,
Ouve o chilrear dos pássaros na serra,
A figueira faz brotar seus figos,
As rosas floridas, exalam perfume...
Vem, minha pomba,
Mostra-me o teu rosto,
Faz-me ouvir a tua voz ,
O som dela é doce,
O teu rosto encantador...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Feiticeira...


Teus olhos negros visei,
Mulher que sem pétalas és uma rosa,
Meu olhar cegou, já nada vejo...

As saudades ficaram de uma vida que sonhei,
Nessa rosa que enlouqueceu meu desejo.


A rosa dei-ta eu, mas os espinhos
Comigo vivem, e sangram
Como flores de rosmaninho,
Deixando meu coração nesta dor...


Mas jardim fosse eu... oh feiticeira.
Dar-te-ia rosas a vida inteira ,
E os espinhos, esses, lembrar-me-iam de ti.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Alguns quadros mais antigos...














Estes são alguns dos meus trabalhos mais antigos em aguarela e óleo. Alguns preservo em minha casa com muito carinho, outros tenho pena , mas nem com as fotos fiquei, só os revejo quando vou a casa das pessoas que os compraram , ou então a casa de amigos a quem os ofereci. Estes últimos, são para mim um previlégio porque é como se os visse pela primeira vez...



Façam as vossas criticas ou comentários, pois é com elas que aprenderei a melhorar...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vagabundo...



A chuva são gotas de ais
E nesta pobre cama já deitado,
Oiço os pingos dos beirais,
Sinto-a bater no telhado.

Meu corpo de frio gela,
Nada tenho para me aquecer,
Minha sina é esta fria cela,
Estou condenado a morrer.

E a chuva levemente,
Cai dos céus lentamente,
Noite inteira sem parar...
Esta noite irmã de tantas,
São minhas tristes mantas,
Meu agasalho, meu lar.



O mar...


Se tu soubesses, como eu gosto do mar!
É mesmo descomunal, este sentimento

Que lhe devoto desde criança,
Ás vezes, loucamente,
Apetece-me abraçá-lo,
E então, lanço-me nele,
Sem que jamais consiga,
Pobre doido, prendê-lo
Na cadeia incompleta dos meus braços...
Mas ele desconhece,
Como eu o amo,
Se assim não fosse,
Estou certo, esperaria quedo,
Pelos meus abraços...
Como ele me foge, sempre
E não sei a maneira,
De retê-lo enfim,
No côncavo da mão...
Espumando em meus dedos,
Fico sentado a olhá-lo da praia,
Fixamente, como um menino triste,
A quem não querem dar,
O brinquedo preferido,
Que cobiçou em vão...


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vem noite...


Este absurdo de rectidão obliqua,
À espera de quebrar...
Esta angustia madura que não cessa,
O castigo de amar...

-Vem noite! Vem depressa,
Num solstício de Outono,
Carnívoro, medonho...
Vem, pomba espavorida,
Ao meu pombal sem dono,
Volúpia dos sentidos,
No quebra mar do sonho...

-Vem noite! Vem depressa,
Liquefeita em pavor,
Terror das noites suplicies,
Cúmplices desta angústia repartida...

-Vem noite! Vem escuridão,

Vaza nestes olhos cansados,  
As marcas que ficaram do amor...


Regresso de Moçambique (Lourenço Marques)...


Céu azul da cor do mar,
Andorinhas voando em par,
Neste Portugal de maravilhas,
Outras terras me faz lembrar,
Perdidas no Ultramar,
Seus continentes e ilhas...

Oh mar de verde tom,
Onde Portugal já morou...
Que no Índico distante fique,
E só me reste a saudade,
Dessa boa mocidade,
Vivida em terras de Moçambique...

Se os génios lá voltassem,
De ira se revoltavam,
Por serem banidos da história,
Esses Homens verdadeiros pilares,
Senhores da terra e dos mares,
De vergonha choravam a glória...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quisera ser ...

Quisera ser um rouxinol.
Voar para o teu jardim,
Pousar no ramo da flor
E cantar-te belas canções d'amor...

Quisera ser a luz, o raio de sol,
Para na aurora, poder entrar
Em teu quarto suavemente,
E como uma carícia suave e quente,
O teu corpo adormecido acordar...

Quisera ser a lágrima teimosa ,
Que nos momentos de tristeza,
Percorre o teu rosto moreno,
E nos lábios morre silenciosa...

Quisera ser o motivo do teu sorrir,
Aquele jovem que te escuta sereno,
A lembrança que fica ao partir,
Quisera ser, afinal tanta coisa que não sou,
Apenas um pensamento no teu pensamento...!

Pensamentos...

Sei lá o que aspiro...
Talvez o próprio suspiro,
Que não dou...

Serei, e sou
O pobre mendicante,
Das coisas vazias, mortas,
De um palácio distante,
Que me fechou as portas...

A felicidade é uma coisa tão simples,
Tão fácil e tão efémera...
Nasce da madrugada mais inútil,
Desperta ao despontar de cada aurora,
Alimenta a nossa alma, o coração
E parte numa noite de frustração...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Para além da poesia a pintura... outra paixão.


Penso que desde que me conheço, sempre tive o "bichinho" do desenho e pintura.

Sou um autodidacta (como muitos neste País), mas penso que a técnica e o aperfeiçoamento, não provém só de muito ler e estudar. Adquire-se também, praticando vezes sem conta, utilizando várias técnicas , materiais, e aprendendo sobretudo com os erros.
Esse foi o meu caminho, e digo ,ainda hoje estou a aprender, a encontrar o meu próprio estilo.
Nos meus trabalhos procuro a magia da luz, a cor, a perspectiva, o pormenor, no fundo transpor na tela ou no papel, aquele turbilhão de emoções que sinto no momento.

Sou paisagista e retratista, mas aberto a novos géneros, novas técnicas e estilos, apesar de ter consciência, que todo o artista é um ser único dentro do seu próprio mundo.

Expor os meus quadros aqui, é para mim uma maneira de os divulgar, e procurar nos v/comentários a motivação de continuar a aprender.